Quando o coração pede silêncio, é hora de se calar. Quando em um súbito momento de ansiedade, deixamos pra trás a capacidade de pensar e sentimos falta daquilo que nos é distante. Porque quando o distante foi próximo, o sentimento também já esteve presente. Se o coração pede silêncio, é hora de se calar. Quando a alegria é maior que a decepção, quando o amor é maior que o ódio, quando o desapego é menor que a esperança. Quando você se sente pronto. Derrama o café na roupa branca e sorri. Tropeça na frente da multidão e ri de si mesmo. Perde a batalha, mas luta pela guerra. Perde pro inimigo, mas não pra você. Quando descobre que uma situação é uma situação. Que um problema é uma oportunidade de crescimento. E que a vida gira, loucamente, até encontrar seu eixo [e, talvez, nunca encontre] Quebram-se os grafites, somem as borrachas, acabam as aspas e coloca-se um ponto final, no ponto final. Escolhe-se a música e grita ao mundo que a vida te ama. Que você sempre será outro, pro outro. Mas ele também. Passar a entender que a vida é um ciclo vicioso, misterioso e intrigante, que te faz querer gritar, parar, chorar. Se o coração pedir silêncio, cale-se. Se pedir barulho, faça. Se pedir paz, encontre-a. Lute. Porque no final de tudo, quando o coração resolver não pedir mais nada, você estará em silêncio. No mais profundo dos silêncios. Que não te tira nada. Apenas, a oportunidade de contemplar a vida. E essa, ao contrário de tudo, é irrecuperável. (Adilson Júnior)

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