quinta-feira, 22 de agosto de 2013


Expressar os sentimentos é algo tão complicado. Quem diz ter facilidade, nunca consegue descrever o que, de fato, está sentindo. Porque sentimento expressa um estado de espírito. Sentimento não é palpável. É neste ponto que a música surge. Não conheço algo que materialize, tão bem, nossos medos, amores e vivências. A música causa um estado de potência diante do mundo. Ela traduz as oscilações que não conseguimos entender. Nos faz chorar, sorrir, vibrar. É ela quem entrega o amor ao mundo. É nela que se encontram palavras desordeiras, que nos tiram da inércia do dia-a-dia. É, atráves dela, que conseguimos voltar ao passado, rir do presente e sonhar com o futuro. Afinal, quem nunca encontrou na música uma forma de sonhar com um novo amor? Ou de superar um velho amor? A música traz conforto. Supera o despero dos que não acreditam em, absolutamente, nada. Porque só a música é capaz de reviver a morte, reencontrar com os ausentes e superar o insuperável. Não há lei na música. Negar sua importância é como abrir mão da própria história. Não atenha-se aos preconceitos musicais, mas ao papel dessa arte. Assim como o silêncio, a música nos aproxima de Deus. Por diversas vezes, encontramos nela a possibilidade de dizer o que não conseguimos. Ainda que, em um momento solitário, você não encontre quem enxuge suas lágrimas ou contemple seus sorrisos, lembre-se da música. Tem sempre uma que diz, exatamente, o que você gostaria de escutar. Ou dizer. 

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