terça-feira, 20 de agosto de 2013

 
Perdoar. Este é um verbo que permeia minha vida, desde quando me entendo como gente. Sempre procurei entender os motivos das atitudes das pessoas e tentar expor meus pensamentos. Foi assim que fiz muitas inimizades e me afastei de muita gente. Mas foi através do perdão que outras, maravilhosas, surgiram ou ressurgiram na minha vivência. Ontem, assistindo à entrevista do Papa, percebi o que faltava no "processo de perdoar". Ele foi enfático dizendo que "Quem perdoa, esquece." Cada um sabe como reagir diante da suas perdas, das suas inimizades ou das circunstâncias. Jamais seremos capazes de entender o coração dos outros, porque este é, obrigatoriamente, "terra onde jamais pisamos". Um desentendimento em casa, no trabalho, com um amigo ou uma pessoa que você ama será sempre um motivo para colocar a relação em jogo, mas devemos saber que não podemos e não devemos competir com situações momentâneas. Tendo em vista que elas passam, mas as pessoas que nos fazem bem, podem e devem ser eternizadas, mesmo quando isso nos exige renúncia de algumas de nossas escolhas. Quando se perdoa uma pessoa, deve-se começar a batalhar pelo novo, por novas conquistas e não ater-se ao passado. Perguntam-me: e se eu me decepcionar de novo? O grande problema é o "de novo" na frase, porque se você perdoou, não existe "de novo", existe uma nova primeira vez, onde você opta em ficar e esquecer ou remoer o passado e não te dar chances de conhecer o novo. Porque tudo que é velho hoje, já foi novo um dia. E pra quem diz que só quem perdoa é Deus, lembre-se, mais uma vez, que perdoar aqui é esquecer! Porque as nossas contas estão guardadas em nossa consciência. Uma pessoa que esquece, se permite a aprender e a ser feliz! Uma pessoa que remói, vive de sobras. E entre a sobra e a sombra, é um "m" de diferença. (Adilson Júnior)

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