terça-feira, 20 de agosto de 2013





Mudei mais uma vez o grau da minha lente e, consequentemente, minha visão de mundo. As coisas têm se tornado mais claras. O embaçamento está indo embora. Ainda há muito pó, que dificulta ver mais além. Tento confiar no reflexo e ele me engana. Penso que vejo o sol e lá está a tempestade me esperando, pra me mostrar que logo depois a bonança vem. Paro pra olhar pra trás e percebo que perdi muito tempo, com muita coisa. Talvez minha lente naquela época, estivesse desfocada, sem direção alguma. Percebi que vendo sombras, disse que gostava de uma sombra, enquanto havia na minha frente alguém, de verdade, pra quem eu não disse nada. As lentes enganam. Sim, enganam. E quando a gente toma um caminho como certo, descobrimos que elas nos enganou mais uma vez. Mas no caminho, existem placas pra voltar. Quando a lente se engana com alguém é pior. Ela simplesmente coloca "zoom", em algo, que por parecer maior que nós, damos uma importância assustadora. Há pessoas que preferem se enganar com suas lentes. Óculos da mente. Óculos enganador. Óculos. Ausento-me na cadeira, onde ei de repousar minha lente e meus óculos. FODA! só tiro os meus óculos, quando vou dormir. Nessa hora já é tarde, quando o que preciso mesmo, é enxergar em vida. (Adilson Júnior)

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