quarta-feira, 28 de agosto de 2013


Como é surpreendente a intolerância humana. Julgar pelo simples fato de crer que a verdade que se defende, é a incontestável do mundo. Hoje, presenciei uma das cenas que contribuem para a minha revolta com a inabilidade das pessoas em aceitar o outro, como indivíduo. Sei que carrego comigo meus preconceitos, pré julgamentos e críticas pessoais, como qualquer outro. Mas tudo isto valida meus pensamentos como verdades? Com toda certeza, não. Com nosso livre arbítrio, temos a capacidade em aceitar situações ou não. Com nossa "liberdade" de expressão, temos o poder de decisão sobre o que devemos dizer ou não. Entretanto, quando as pessoas se enchem de discursos vazios, baseados em uma pseudo cultura, onde a distância do "quadradinho de oito" e o discurso "Abaixo, Rede Globo!", os fazem superiores, me entristece. Achar que cultura se resume a escutar Chico Buarque, assistir Globo News e discutir política. O que são excelentes atividades, mas vivemos em um mundo eclético, de muitas formas e crenças. Tem cultura, também, quem assiste Ratinho, gosta de funk e discute futebol. Creio que as pessoas deveriam se unir mais pelo bom humor, pela tolerância. O grande problema atual são os discursos. Talvez, este seja o problema da humanidade. Partidos se enchem de orgulho de seus princípios e não abrem mão para a discussão de falhas, as defensoras da religião se unem na briga por fiéis, as universidades estão "escancarando" as portas, oferecendo até computadores para o recrutamento de estudantes. Há propaganda política em todo lugar. E, política, se refere também a nós seres humanos. Sob a forma de reis do discurso, perdemos a capacidade de escutar. ESCUTAR, ESCUTAR. Porque é muito mais fácil ir para as ruas e reclamar, sob a face pintada e o discurso vazio do cartaz. Mas, o que fazemos no dia-a-dia? Como é que discutimos o que vemos de errado, até mesmo nas nossas relações? Apontamos nossos próprios erros? Nos preocupamos em conversar com o outro? A gente perde muito tempo, tentando ser líder, ser defensor, ser crítico. E, quer saber? Não estamos errados. Mas o bom humor, a forma de lidar, pacificamente, com as decisões alheias, a vontade de rir da vida, sem discursos... Essa, se perde na velocidade em que as pessoas enlouquecem, tentando entender o mundo. Devemos indagar, para mudar. Mas comecemos por nós mesmos. Não há nada mais ridículo e podre, que o julgamento alheio, sem olhar o próprio umbigo. Como um aspirante a comunicador social, fico triste em perceber a hipocrisia que surge com o ego exacerbado, com a política do "eu sei mais, que você!". Fico triste por também sofrer desse mal. Mas feliz em reconhecê-lo, em mim. Não falta inteligência ao mundo, falta bom humor. E, esse só se consegue com o tempo. Lembrando que, bom humor não se trata de sorrir o tempo todo. Mas em reconhecer seus limites, dar oportunidade ao outro e viver sob a forma do conhecimento mútuo e não do individual, que lhe coloca um ponto final em suas opiniões.Na luta do quem me representa e quem não, estamos sem representação própria. Sabe quem representa você? Você. Então, esse outro que julga quem decide, por livre e espontânea vontade, o outro de querer rir de si mesmo, segue a mensagem: enquanto você acha que mudar é só contestar o mundo e as atitudes alheias, eu acho que mudar é começar de si mesmo! Meu caro, esta é minha opinião. Fico grato em saber que é só mais uma entre tantas. Que jamais será a única e a correta. Esse é o exercício da tal liberdade em que vivemos. (Adilson Júnior)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013


Quando o coração pede silêncio, é hora de se calar. Quando em um súbito momento de ansiedade, deixamos pra trás a capacidade de pensar e sentimos falta daquilo que nos é distante. Porque quando o distante foi próximo, o sentimento também já esteve presente. Se o coração pede silêncio, é hora de se calar. Quando a alegria é maior que a decepção, quando o amor é maior que o ódio, quando o desapego é menor que a esperança. Quando você se sente pronto. Derrama o café na roupa branca e sorri. Tropeça na frente da multidão e ri de si mesmo. Perde a batalha, mas luta pela guerra. Perde pro inimigo, mas não pra você. Quando descobre que uma situação é uma situação. Que um problema é uma oportunidade  de crescimento. E que a vida gira, loucamente, até encontrar seu eixo [e, talvez, nunca encontre] Quebram-se os grafites, somem as borrachas, acabam as aspas e coloca-se um ponto final, no ponto final. Escolhe-se a música e grita ao mundo que a vida te ama. Que você sempre será outro, pro outro. Mas ele também. Passar a entender que a vida é um ciclo vicioso, misterioso e intrigante, que te faz querer gritar, parar, chorar. Se o coração pedir silêncio, cale-se. Se pedir barulho, faça. Se pedir paz, encontre-a. Lute. Porque no final de tudo, quando o coração resolver não pedir mais nada, você estará em silêncio. No mais profundo dos silêncios. Que não te tira nada. Apenas, a oportunidade de contemplar a vida. E essa, ao contrário de tudo, é irrecuperável. (Adilson Júnior)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013


Que sejamos capazes de repensar nossas atitudes, à medida em que reformulamos nossos pensamentos. Não há mudança, sem força de vontade. E, cá entre nós, não fomos feitos para a inércia. Esta acomoda o corpo e mofa os pensamentos. (Adilson Jr.)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013


Expressar os sentimentos é algo tão complicado. Quem diz ter facilidade, nunca consegue descrever o que, de fato, está sentindo. Porque sentimento expressa um estado de espírito. Sentimento não é palpável. É neste ponto que a música surge. Não conheço algo que materialize, tão bem, nossos medos, amores e vivências. A música causa um estado de potência diante do mundo. Ela traduz as oscilações que não conseguimos entender. Nos faz chorar, sorrir, vibrar. É ela quem entrega o amor ao mundo. É nela que se encontram palavras desordeiras, que nos tiram da inércia do dia-a-dia. É, atráves dela, que conseguimos voltar ao passado, rir do presente e sonhar com o futuro. Afinal, quem nunca encontrou na música uma forma de sonhar com um novo amor? Ou de superar um velho amor? A música traz conforto. Supera o despero dos que não acreditam em, absolutamente, nada. Porque só a música é capaz de reviver a morte, reencontrar com os ausentes e superar o insuperável. Não há lei na música. Negar sua importância é como abrir mão da própria história. Não atenha-se aos preconceitos musicais, mas ao papel dessa arte. Assim como o silêncio, a música nos aproxima de Deus. Por diversas vezes, encontramos nela a possibilidade de dizer o que não conseguimos. Ainda que, em um momento solitário, você não encontre quem enxuge suas lágrimas ou contemple seus sorrisos, lembre-se da música. Tem sempre uma que diz, exatamente, o que você gostaria de escutar. Ou dizer. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013



Humor. É do que a sociedade precisa. Tem gente que prefere dizer que o mundo precisa de sorrisos. Sorriso é coisa que a gente pode distribuir o tempo todo. Não precisamos estar felizes pra dar um sorriso. Sorrisos podem ser ironia, vergonha ou mesmo simulação da verdade. Humor não. Pra ter senso de humor, você precisa estar feliz e você sorri porque sente que está feliz. Sorriso faz as pessoas terem a falsa sensação de que você está bem. Humor não só cria uma sensação verdadeira como contagia. É, pode ser que sorriso seja mais aliado do drama do que da felicidade. Sorriso é sorriso. Humor é gargalhada. Sorriso é educação. Humor é tornar momentos tensos em piada. Antes de dizer que alguém precisa sorrir mais, lembre-se: tem muita gente sem sorrir que tem humor. Mas a maioria sorri o tempo todo, sem um pingo dele. Cuidado o nome disso pode não ser felicidade. Shakespeare já dizia "O rosto enganador deve ocultar o que o falso coração sente!". Sem mais. (Adilson Junior)



Olha como o mundo é louco. Quando eu era gordo, diziam que isso era ruim pra minha saúde. Quando emagreci, disseram que magreza demais , mata. Quando eu tentei jogar futebol, disseram que eu não levava o menor jeito pro esporte. Quando ganhei minha primeira medalha na natação, me disseram que eu poderia ser um esportista fácil. Quando eu decidi me alimentar melhor, me disseram que a gente não vive só de folhas. Quando parei de me preocupar com a alimentação, me disseram que eu tinha que comer mais verdura. Quando eu decidi que ia ser seletivo na vida com as amizades, me disseram que isso era "isolamento-suicida". Quando decidi ser amigo de todo mundo, me disseram que quem tem amigo demais, não tem amigo nenhum. Quando eu decidi que ia fazer medicina, uns me disseram que ia ser rico; outros, louco. Quando optei pelo jornalismo , uns me disseram que ia ser pobre; os outros, louco. Quando eu decidi não estudar mais, me disseram que desse jeito eu não ia ser ninguém. Quando decidi estudar de verdade, me disseram que desse jeito eu iria ter que procurar ajuda psiquiátrica. Quando lerem esse texto, uns vão dizer que pago de culto; outros vão gostar, e outros ficarão inertes. Meu caro, a questão é: todo mundo tem uma opinião pra tudo que você vai fazer na vida. Tem gente que acredita que buscar equilíbrio é tudo,caso concorde, me dê a fórmula quando conseguir. Nossa vida já é curta,a gente já sofre com tanta coisa boba. Vá atrás da sua felicidade, porque a vida é assim: a gente escuta demais, pensa demais e executa de menos. Quando eu decidi parar de escutar o que os outros dizem, ninguém veio me dizer mais nada.(Adilson Júnior)



As pessoas confundem silêncio com tristeza. Silêncio, às vezes, é uma forma de rezar sozinho, encontrar com Deus , quando você percebe que precisa de calma, consolo ou paz de espírito. E, cá entre nós, estar com Deus é a maior felicidade que existe. Agradeço por todas as vezes em que fico em silêncio, porque perco a oportunidade de dizer coisas que não deveriam ser ditas, encontro Deus, e quem está realmente do meu lado, vai atrás de mim e me diz algo que me tira um sorriso e não me aponta o dedo acusador de quem tem culpa, alegando que estou simplesmente de mau humor. Afinal, tem muita gente que deveria tirar um minuto de silêncio pra refletir o quanto de coisas, estão perdendo por falarem demais e sorrirem demais, quando têm paz de menos. A essas pessoas, resta a falsa sensação de que estão rodeadas de gente, mas se elas pararem pra pensar, aos poucos, vão perdendo a companhia de quem realmente está ao seu lado, e mais, essas nunca mantêm amigos fixos, verdadeiros, é sempre amizade transitória: que eu tinha na escola, que eu tinha no cursinho, que eu tinha no ano passado. Não permanece, vai embora, vem às vezes e vai de novo. Prefiro ficar em silêncio e conversar com Deus. De repente, você percebe as pessoas se aproximando e elas representam o sinal de Deus que eu peço enquanto, em silêncio, permaneço. De mau humor? Triste? Caro, acabo te dizer que, em silêncio, tenho Deus. E quem o tem, não cultiva esses sentimentos. É só silêncio, e basta. (Adilson Júnior)

Medo do Caminho Contrário

Como é complicado entender a mente alheia. Um novo contato, uma nova experiência nos submete às observações, que paralelas, nos fazem questionar tudo o que vivemos. É incrível como chegar em um lugar novo causa medo. Ver coisas novas gera medo. Sentir-se responsável demais, feliz demais. Todas as emoções ficam enriquecidas pela sensação do novo. Ficam intensas, externadas em cada rosto que se submete à novidade. É incrível como o medo nos trava, a felicidade nos impulsiona e a falta de coerência aliada à vontade de dar certo, nos coloca em novos caminhos. Precisamos disso. Precisamos mudar. Estar expostos, diretamente, ao novo. Sem desafios, nada somos. As pessoas novas vêm para incrementar o que aquelas que já fazem parte do nosso convívio nos deixaram, no rastro da sua convivência. Se você passa por um momento de renovação: agradeça. É nele que se cai, sozinho. Que se aprende, com o outro. Que se chora, com sorrisos. E que sorrimos, com lágrimas. São os novos desafios que nos fazem grandes, inerentes a futilidades. Deus é o homem que enfrenta os desafios de todos os outros e nos impõe apenas cargas que podemos carregar. Caso contrário, não seríamos produto de um ser que só cobra de nós a felicidade. É incrível viver e continuar sem entender nada. A graça não é saber, é descobrir. E descobertas só se fazem quando nos arriscamos a nos expor ao novo. (Adilson Júnior)

Estranho caminhar por tantos lugares e encontrar o mundo do mesmo jeito. É estranho sentir falta do que fica pra trás e, meio segundo depois, retroceder e sentir a perda do outro momento, a que antes desprezávamos. É intimamente estranho acreditar que tudo pode se tornar diferente quando, no auge das lembranças, você se esquece de esquecer. Parar de pensar um pouco e lograr a labuta de sempre ir em busca do que te dá prazer. Do que te tira do chão e te faz sorrir. É comum dizer ao outro o tamanho do nosso amor, amizade, saudade, tristeza, alegria, mas não é comum partilhar o silêncio. Fala-se demais, tão intimamente, por pouco! Fala-se do que não pode ser falado e ouve-se o que não devia ser ouvido. Comem-se as lembranças e ficam as palavras soltas, como numa sopa de letras, em que se encontram frases distorcidas, mal feitas e sem nexo. Tenho um problema muito sério que é característico a muitas outras pessoas: não sou capaz de confiar no que me dizem, mas no que me provam. A distração faz flutuar a confiança. Se não confiança, não há mais resquício de relações. Dizem que ela é tudo, passa o tempo e descobrimos que confiar é apenas uma parte pequena. Tão pequena e tão importante. Resta a dúvida: é possível, num mundo onde palavras são jogadas, confiar em quem? Rezo pelo dia em que os seres humanos possam confiar cegamente. Porque confiança sempre se perde com os olhos abertos. E recupera-se na escuridão. Eureca! (Adilson Júnior)




Mudei mais uma vez o grau da minha lente e, consequentemente, minha visão de mundo. As coisas têm se tornado mais claras. O embaçamento está indo embora. Ainda há muito pó, que dificulta ver mais além. Tento confiar no reflexo e ele me engana. Penso que vejo o sol e lá está a tempestade me esperando, pra me mostrar que logo depois a bonança vem. Paro pra olhar pra trás e percebo que perdi muito tempo, com muita coisa. Talvez minha lente naquela época, estivesse desfocada, sem direção alguma. Percebi que vendo sombras, disse que gostava de uma sombra, enquanto havia na minha frente alguém, de verdade, pra quem eu não disse nada. As lentes enganam. Sim, enganam. E quando a gente toma um caminho como certo, descobrimos que elas nos enganou mais uma vez. Mas no caminho, existem placas pra voltar. Quando a lente se engana com alguém é pior. Ela simplesmente coloca "zoom", em algo, que por parecer maior que nós, damos uma importância assustadora. Há pessoas que preferem se enganar com suas lentes. Óculos da mente. Óculos enganador. Óculos. Ausento-me na cadeira, onde ei de repousar minha lente e meus óculos. FODA! só tiro os meus óculos, quando vou dormir. Nessa hora já é tarde, quando o que preciso mesmo, é enxergar em vida. (Adilson Júnior)

 "Aja como se o que você faz fizesse diferença" ( William James).

Penso que não há frase mais correta. Não, não há. A mania de menosprezar o que fazemos, quase nos leva à loucura. Esperamos que nossos gestos não façam a diferença. Esperamos que nosso sorriso não acrescente fé ao mundo. Acreditamos que nossa oração não vá servir para o outro se recuperar. Acreditamos que tudo está perdido demais ou pior, ganho demais. Penso que às vezes deixamos nosso orgulho tomar conta da nossa sabedoria. Penso que a simplicidade nada mais é do que se entregar a vida, como se o que fizéssemos fosse sempre a coisa mais importante. Acredite, conseguimos fazer isso com humildade. Precisamos demonstrar mais o quanto gostamos das pessoas, o quanto as queremos bem. Precisamos nos entregar uns aos outros, sem medo. Precisamos errar mais, mas errar sabendo que você acreditou que aquilo poderia ter dado certo. Por experiência própria, saia da sua zona de conforto, agora e vá dizer pra alguém a importância dela na sua vida. O grande erro é que nossa vergonha de dizer "Eu te amo" é maior que nossa coragem para apontar o dedo. Saia da zona de conforto e faça a diferença, pensando nela. Faça, ao menos, uma pessoa feliz. E comprometa-se com sua felicidade. Ela é a mais importante, mas jamais será adquirida sozinha. Posso não ter a capacidade e a sabedoria, suficiente, para acertar com quem me quer bem. Mas com toda certeza, já disse a todas as pessoas, ao menos uma vez, o quanto estar perto dela, é importante pra mim. Pratique o bem e seja bom. A vida é um ciclo, isso volta até você e, melhor, em uma intensidade muito maior. Afinal é melhor a sensação de retribuição, do que a da solidão.(Adilson Júnior)



Pediram-me pra escrever sobre amor. Foi quando percebi que o que sei sobre essa palavra é muito menos do que ela significa. Na verdade, a maioria das pessoas sabem pouco sobre amor. Conhecem a decepção amorosa. Essa todo mundo faz questão de gritar ao mundo. Redes sociais são a fossa da depressão amorosa. Fala-se demais em amor de recusa, amor platônico, amor de um só em uma relação de dois. Amor é mais complexo. Decepção faz parte de amor, mas amor que amor é liberdade pra quem quer amar. O grande erro é que as pessoas se sentem donas uma das outras e transformam amor em possessão, erro em fatalidade, ciúmes em vigília e o outro em perfeição. Aceitamos que não existe perfeição no outro, mas apaixonar-se faz você crer que a perfeição está moldada a sua frente e que sem ela sua vida torna-se a grande confusão. Pobres seres humanos. Erramos demais com amor. Mas amor que amor é querer o outro bem, nunca mais que a sí mesmo, como defendem algumas correntes. Amor que é amor baseia-se em autoestima. E como é difícil ter autoestima, quando o outro sempre será mais perfeito pra você, do que você mesmo. Amor não é jogar-se do alto pelo outro, desistir dos sonhos pelo outro. E acreditem, amor não precisa de correspondência. Haverá sempre um que sofrerá um pouco mais, quando o amor se torna amizade e a amizade se torna lembrança. E amor que falo aqui, é amor entre seres humanos: pai e filho, amigo e amigo, namorado e namorada e suas inúmeras formas de amor. Dizem que quem te faz sofrer não te ama. Dizem que quem te quer longe, não te ama. Dizem também que "Eu te amo" é uma frase muito forte. Meu caro, amor não são fórmulas. Se amor tivesse fórmulas, os casamentos seriam iguais, mães não matariam seus próprios filhos, amigos não cometeriam deslealdade. Amor não é tóxico, frases não definem amor. Amor é...? Dúvida! Não existe fórmula pro amor, assim como não existe fórmula pra felicidade ou pra sorte. Acontece. Se você hoje está feliz com um amor de sua vida, amanhã pode não ser assim, porque se felicidade fosse eterna, amor também seria. Amar sim é fundamental. Mas só consegue-se o amor quando nos amamos. Consideramos nós mesmos nosso maior amor. E se você sofre agora por amor, saiba que você vai sofrer mais e mais. Mas um dia passa. Esqueça quem diz que sofrer de amor é opcional. Nada na vida é tão opcional. Sentimentos que não são palpáveis jamais serão ponto de definição , entre querer ou não sofrer. Amor não é possessão, ainda que nós seres humanos sejamos levados a querer possuir. Amor é tema universal. Sofremos por amor quando estamos juntos e sofremos também com a distância. A frase que diz que um amor só é superado com outro amor é real. Afinal, precisamos ser amados. Aprende que amor é nada além do que um sentimento. Essencial, mas é um sentimento e quanto mais você sofre de amor, mais sentimento ruim você cultiva. Levanta, sorria, ame a sí próprio e ame quem você quiser amar. Não exija nada em troca. Trocas são práticas capitalistas, longe de qualquer definição de sentimento. (Adilson Júnior)


Hoje resolvi fazer uma oração diferente. Que fosse compartilhada com quem pudesse ler. Resolvi pedir a Deus uma resposta pra meus sofrimentos e ele me apresentou mais desafios. Resolvi pedir a Deus uma solução pra minha tristeza e ele me apresentou problemas complexos. Pedi a ele um pouco mais de calma e ele me encheu de tarefas. Pedi a ele um amor pra vida toda e ele me deu mais solidão. Resolvi pedir proteção e, de repente, me sinto mais inseguro. Resolvi pedir paz e sinto que minha mente está conturbada. Resolvi pedir amigos e só percebo falsidade. Pedi e não recebi. Pedi e não tive na hora em que precisava. Pedi! Pedi! Pedi! Foi quando parei um pouco e resolvi agradecer. Antes de dormi, resolvi apagar as luzes, fechar os olhos e tentar olhar pra dentro. Achei uma luz. Uma luz incrível! A que me recomendou pra porta do agradecimento. Resolvi não bater, mas entrar. Lá eu aprendi a agradecer por tudo o que tenho de bom. Resolvi dizer pra Deus que antes de pedir, devo sentir sua presença e ser grato por tudo o que tenho. Parar de reclamar é impossível para o ser humano que está sendo testado a todo momento. Entretanto, é nosso dever entender que Deus nunca subtrai, apenas soma. Não existem religiões, crenças, orações e credos maiores que sua grandeza. Foi quando percebi que Deus não me tirou a calma que eu havia pedido, apenas tentou me ensinar a tê-la diante das inúmeras tarefas. Que ele não deixou de me apresentar um novo amor, mas apenas tentou mostrar que devo gostar mais de mim, antes de doar todo o meu amor ao outro. Que Ele não me tirou a proteção, apenas me mostrou que o mundo é inseguro, mas que ao seu lado nada é impossível. Percebi que ele não me deu falsos amigos, mas que tenho que entender que as pessoas são diferentes e que só entendendo cada uma delas é que posso ser feliz. De repente, percebi que se minha mente está conturbada é porque devo tentar estar mais próximo ainda daquele que é capaz de operar milagres. O meu Deus é o mesmo que o seu. Não ausente-se diante das responsabilidades que temos diante Dele. Como filhos, devemos respeito ao nosso pai, obediência a sua palavra e, principalmente, não esperar que Deus lhe retribua na hora. Deus não é um ser humano que trabalha sobre pressão. Ele sabe que na hora certa, receberemos tudo o que a nós pertence. Você já agradeceu hoje? (Adilson Braga)

O incondicional

"...Ainda que eu falasse a língua dos anjos e a dos homens, se eu não tivesse amor nada seria..."


Ontem, enquanto escutava o rádio, todas as músicas faziam sentido. Hoje, já nem tenho mais vontade de escutá-las. Ontem, enquanto lia, os personagens principais eram eu e um certo alguém. Hoje, são apenas aqueles a quem o autor atribuiu nome e personalidade. Ontem, enquanto tentava dormir, meu pensamento seguia uma só direção. Hoje, adormeci sem pensar em nada. Ontem, enquanto revirava as fotos, procurava entre tantos, um sorriso. Hoje, olho as fotos e me recordo de momentos. Ontem, enquanto andava distraído, sorria ao vento. Hoje, ando atento a tudo o que acontece e com muito bom humor. Ontem, eu pensava que sem o certo alguém, eu não seria ninguém. Hoje, penso que ninguém pode me fazer deixar de ser quem eu sou. Ontem, havia amor. Hoje, ainda há amor. Há quem pense que amar é entregar-se a alguém e perder o seu centro de equilíbrio. Deixe essa visão pra ontem. Há possibilidades no amor, mas ele é presente. E deve ser. Hoje, aprenda que vale amar de verdade. Antes disso, ame a si mesmo. E quando decepcionar-se em relação a ele, deixe pra ontem. Esteja aberto às possibilidades de hoje. Relacionamentos terminam. Amizades chegam ao fim. Irmandades são quebradas. O que não deve terminar é o amor, constante e sem fim, dentro de você.
Caros amigos românticos, 

Foi quando escutei de uma mulher que "romantismo, cansa", que comecei a me perguntar: o que as mulheres esperam de nós? Pra início de conversa, tentar entender a mente feminina é como tentar mudar a masculina. Nós, os seres superiores, de força bruta e mente inigualável, em detrimento das super heroínas do lar, das grandes empresas e até presidentes da república. Os sere
s humanos são competitivos por natureza e até os seres que mais se completam, disputam status. Em uma relação a dois, elas se perguntam o motivo pelo qual os homens agem de forma tão displicente, mas tenho sido romântico a tanto tempo, que decidi escrever minha carta de protesto. Se mando flores, elas dizem que isto está ultrapassado. Se decido mandar uma carta dizendo o quanto a amo, sou chamado de "chiclete". Pois é! Aí meu caro, você se pergunta a razão do cara que não a valoriza, que diz que ela não é absolutamente nada e que faz piada dela com os amigos ter uma multidão de garotas atrás dele! Porque o mesmo cara, que retira dela as lágrimas e que esquece das datas comemorativas está sempre em ascensão nas prioridades dela. E, principalmente, porque o "Eu te amo" dele faz mais efeito que o seu. Caros românticos, eu descobri duas coisas, tentando explicar o "inexplicável". Primeiramente, amor não é competição. Não há como tentar se igualar ou se diferenciar de alguém que ela ama ou já amou, e sabe qual o motivo disso? É que cada vez que amamos, amamos de uma forma. Não há equidade no sentimento que acumula mais músicas, textos e juramentos. Porque você, romântico, não tem que se preocupar se sofre por amar. Mas se você ama de verdade, não sofre. Porque amor soma e se subtrai não é amor. Porque você deve agradecer todos os dias de não ser o cara que a faz sofrer, que não manda flores e que não sabe o dia do aniversário dela. Porque se você é assim e ela não te valoriza, simplesmente ela não é a mulher certa pra você! Nem sempre o cara certo faz as coisas erradas que as fazem enlouquecer, perder o chão e ver o mundo da mesma forma. Mas o cara certo, aparece uma hora, pra enxugar uma das suas lágrimas e dizer que ela é importante. E todo o machismo desse texto é pra dizer que você, caro romântico, não está sabendo esperar por aquela que também está procurando por seu par e preocupada por não encontrar alguém que a valorize e a diga o quanto ela é importante. Nessa hora, você vai poder olhar pra ela, se apaixonar e errar. Porque não é direito seu achar que, por ser romântico, é também o certo. E quem sabe, quando em um descuido, seu olhar se cruzar com o dela, na multidão e você decidir rasgar seus mil planos feitos na solidão, para viver apenas um: estar ao lado dela? Nesse momento você vai perceber que amor não exige romantismo, nem a falta dele. Porque amor não exige nada. E se exige, não é amor. (Adilson Júnior)
 
Perdoar. Este é um verbo que permeia minha vida, desde quando me entendo como gente. Sempre procurei entender os motivos das atitudes das pessoas e tentar expor meus pensamentos. Foi assim que fiz muitas inimizades e me afastei de muita gente. Mas foi através do perdão que outras, maravilhosas, surgiram ou ressurgiram na minha vivência. Ontem, assistindo à entrevista do Papa, percebi o que faltava no "processo de perdoar". Ele foi enfático dizendo que "Quem perdoa, esquece." Cada um sabe como reagir diante da suas perdas, das suas inimizades ou das circunstâncias. Jamais seremos capazes de entender o coração dos outros, porque este é, obrigatoriamente, "terra onde jamais pisamos". Um desentendimento em casa, no trabalho, com um amigo ou uma pessoa que você ama será sempre um motivo para colocar a relação em jogo, mas devemos saber que não podemos e não devemos competir com situações momentâneas. Tendo em vista que elas passam, mas as pessoas que nos fazem bem, podem e devem ser eternizadas, mesmo quando isso nos exige renúncia de algumas de nossas escolhas. Quando se perdoa uma pessoa, deve-se começar a batalhar pelo novo, por novas conquistas e não ater-se ao passado. Perguntam-me: e se eu me decepcionar de novo? O grande problema é o "de novo" na frase, porque se você perdoou, não existe "de novo", existe uma nova primeira vez, onde você opta em ficar e esquecer ou remoer o passado e não te dar chances de conhecer o novo. Porque tudo que é velho hoje, já foi novo um dia. E pra quem diz que só quem perdoa é Deus, lembre-se, mais uma vez, que perdoar aqui é esquecer! Porque as nossas contas estão guardadas em nossa consciência. Uma pessoa que esquece, se permite a aprender e a ser feliz! Uma pessoa que remói, vive de sobras. E entre a sobra e a sombra, é um "m" de diferença. (Adilson Júnior)

 Passado presente


Estranho pensar em como o tempo passa. Minha vida, ainda que não possa ser chamada assim, está sendo relembrada, sendo que não me lembro de ter vivido tanto. Minhas novelas favoritas estão sendo refeitas. Minhas músicas estão sendo regravadas, em novas versões e ritmos. Minhas brincadeiras de rua estão ultrapassadas pelos computadores de última geração. Minhas roupas estão fora de moda e meus cantores favoritos estão envelhecendo e anunciando o fim da carreira. As celebridades que estampavam as revistas estão, agora, em programas que têm por objetivo analisar como anda a vida delas, depois do sucesso. E meus jornais já não existem. Minha moeda já foi trocada, a fita da minha câmera não pode mais ser encontrada. Meu celular, de capinha e luz azul, com o jogo "Snake" foi trocado pelos "Touch". E, cortar frutas, virtualmente, ficou mais interessante que colhê-las no pé. Meus amigos conversam pela internet e a brincadeira do telefone sem fio, desapareceu. As cartas de amor viraram torpedos e eu não sabia o que era Youtube. Alugava meus filmes na locadora, que agora podem ser baixados na internet. Muitas músicas eram conhecidas pelo carro de som e pela TV. Não sabia traduzir as letras e não me importava com o que as pessoas diziam. Conhecia as garotas pelo olhar e não pelo clicar. O sorvete que eu tomava foi industrializado, meu sabonete ganhou anti bactericidas e minha televisão ganhou algumas polegadas e emagreceu. Minha internet não tem mais o ritual de sons para conectar e minhas fotos são eram ruins, quando queimavam. Percebo, mais uma vez, que as mudanças são inevitáveis. Demoramos a nos adaptar, mas sempre conseguimos. Afinal, nada se torna lembrança, se um dia não foi novidade. Mas, às vezes dá uma falta do tempo que não volta. Olhar para frente é essencial, mas é bonito preservar nossa história. Não queremos um remake da nossa vida, porque as mudanças são fundamentais. Mas sinta sempre falta das coisas que ajudaram a construir quem você é hoje. Porque o mundo pode mudar, mas a nossa capacidade de não esquecer o que foi importante, não pode desaparecer, jamais. (Adilson Júnior)